A GoCache oferece duas formas de configurar seu domínio: CNAME, para direcionar subdomínios específicos para a CDN mantendo o DNS no provedor atual, e Name Servers (NS), para administrar a zona DNS do domínio pelo painel da GoCache.
Em ambas as modalidades, o conteúdo continua hospedado no seu servidor de origem. A GoCache recebe as requisições dos visitantes e se comunica com esse servidor para entregar o conteúdo, conforme as configurações de cache e segurança aplicadas.
Este guia explica como preparar a configuração, testar antes da alteração pública e acompanhar a migração.
1. Qual modalidade devo escolher?
| Característica | Migração por CNAME | Migração por NS |
|---|---|---|
| Quando utilizar | Para colocar subdomínios específicos na CDN, como www.seudominio.com.br e loja.seudominio.com.br. | Para gerenciar a zona DNS do domínio pela GoCache, inclusive a configuração do domínio raiz. |
| Onde os registros DNS serão administrados | No provedor DNS atual. | No painel da GoCache, respeitando eventuais subzonas delegadas a outros provedores. |
| O que será alterado | O registro DNS de cada subdomínio que utilizará a CDN. | Os servidores DNS autoritativos cadastrados no registrador do domínio. |
| O que precisa ser preparado | Os subdomínios, suas origens e os certificados correspondentes. | A zona DNS completa, além das origens e dos certificados dos sites que utilizarão a CDN. |
- Domínio raiz é o endereço sem um prefixo, como
seudominio.com.br. Subdomínio é um endereço comowww.seudominio.com.br. - O modo CNAME não prevê a criação de um CNAME convencional no domínio raiz, pois esse registro não pode coexistir com os registros obrigatórios da raiz da zona. Para acelerar o domínio raiz, utilize o modo NS ou utilize uma configuração compatível para seu cenário.
- Migrar os NS não significa ativar a CDN para todos os serviços. No modo NS, cada entrada compatível pode ser configurada para passar pela CDN ou apenas utilizar a resolução DNS da GoCache.
2. O que preciso preparar antes da migração?
Acesso aos painéis
Tenha acesso ao painel da GoCache e ao provedor DNS atual. Para a migração por NS, também será necessário acessar o registrador do domínio, como o Registro.br, onde os servidores DNS autoritativos são definidos.
O registrador e o provedor DNS podem ser empresas diferentes. Por exemplo: o domínio pode estar registrado no Registro.br, enquanto sua zona DNS é administrada na Cloudflare.
Backup e conferência dos registros
Exporte a zona DNS atual ou registre todos os nomes, tipos, valores, prioridades e TTLs existentes. Esse backup será usado para conferir a nova configuração e, se necessário, reverter a alteração.
Na migração por NS, inclua os registros utilizados por todos os serviços do domínio, como:
- A e AAAA: endereços IPv4 e IPv6, quando existentes.
- CNAME: aliases de sites e de serviços de terceiros.
- MX: servidores de e-mail e suas prioridades.
- TXT: SPF, DKIM, DMARC e verificações de propriedade.
- SRV: descoberta e configuração de serviços.
- NS de subdomínios: delegações de subzonas para outros servidores DNS, quando utilizadas.
Confira no painel a disponibilidade dos tipos de registro utilizados. Se algum tipo, delegação ou recurso do provedor anterior não estiver disponível, valide a compatibilidade com o suporte antes de alterar os NS.
Use o painel ou a exportação do provedor anterior como referência para as origens. Quando há uma CDN ou um proxy ativo, uma consulta DNS pública pode retornar os IPs dessa plataforma em vez do endereço real da hospedagem.
Servidor de origem
Confirme que o site já funciona e identifique o IP ou hostname real da hospedagem. Essa será a origem configurada na GoCache.
Se utilizar um hostname como origem, ele deve continuar resolvendo para a hospedagem após a migração. Por exemplo, origem.seudominio.com.br pode ser mantido como uma entrada somente DNS, sem CDN.
Não utilize como origem um hostname que passará a apontar para a própria GoCache, pois isso pode criar um ciclo de encaminhamento e impedir a entrega do conteúdo.
Verifique também se o firewall da hospedagem permite as conexões da GoCache e se o protocolo de comunicação com a origem, HTTP ou HTTPS, está configurado corretamente.
Certificado SSL/TLS
Confira como o HTTPS será disponibilizado na GoCache. O certificado instalado na hospedagem não é automaticamente transferido para a CDN.
A GoCache oferece certificados automáticos e permite utilizar certificados próprios. A emissão automática pode depender do apontamento público e da validação do domínio. Por isso, o certificado automático pode ainda não estar disponível durante um teste local anterior à migração.
Para concluir a validação de HTTPS antes da alteração pública, configure previamente um certificado próprio válido. Confirme a disponibilidade do certificado na GoCache antes de direcionar tráfego HTTPS de produção.
TTL e janela de alteração
O TTL, definido em segundos, indica por quanto tempo uma resposta DNS pode permanecer em cache. Reduzir o TTL dos registros que serão alterados, por exemplo para 300 segundos quando o provedor permitir, ajuda a reduzir o tempo de atualização dos caches.
Faça essa redução com antecedência suficiente para o TTL anterior expirar. Se o registro tinha TTL de 86400 segundos, equivalente a 24 horas, reduzi-lo cinco minutos antes da migração não elimina as respostas que já foram armazenadas com o prazo antigo.
Na troca de NS, também existem caches da delegação e, quando aplicável, de DNSSEC. Reduzir o TTL de um registro A ou CNAME não reduz automaticamente esses outros prazos.
Escolha uma janela de menor tráfego e com os responsáveis disponíveis para acompanhar os testes e eventuais ajustes.
DNSSEC, se estiver habilitado
O DNSSEC adiciona validação criptográfica às respostas DNS. Se o domínio utiliza esse recurso, planeje a migração com o suporte antes de trocar os NS.
Um registro DS do provedor anterior mantido no registrador, sem correspondência com a configuração do novo provedor, pode causar falhas de resolução em servidores que validam DNSSEC, mesmo quando consultas diretas aos novos NS funcionam.
Se a estratégia envolver desabilitar DNSSEC temporariamente, a remoção do DS e a expiração dos caches precisam ser coordenadas antes da troca. Não copie os dados de DNSSEC do provedor anterior como se fossem registros comuns da zona.
3. Como testar o site antes de alterar o DNS público?
Cadastre primeiro o domínio ou subdomínio e sua origem na GoCache, conforme as etapas da modalidade escolhida. Mantenha o DNS público atual durante a preparação.
Depois, utilize uma das opções abaixo para direcionar os acessos de teste para a GoCache.
Os exemplos usam www.seudominio.com.br e o IP 170.82.173.30. Substitua o hostname pelo endereço cadastrado. O IP 170.82.174.30 também pode ser utilizado; para uma validação mais completa, repita os testes com cada endereço separadamente. Se houver uma orientação específica de IP no painel ou pelo suporte, siga essa orientação.
Opção A: testar pelo terminal com curl --resolve
Essa opção direciona somente a requisição executada pelo comando, sem editar o arquivo hosts e sem alterar o DNS público.
Para fazer uma requisição HTTPS e visualizar os cabeçalhos da resposta:
curl --resolve www.seudominio.com.br:443:170.82.173.30 \
-sS -D - -o /dev/null \
https://www.seudominio.com.br/
O comando mantém o nome do site na requisição HTTP e na negociação TLS, mas estabelece a conexão com o IP informado. Isso permite testar o endereço real do site pela GoCache.
--resolvedefine o IP para aquele hostname e porta.-D -exibe os cabeçalhos da resposta.-o /dev/nulldescarta o conteúdo recebido após a transferência.
No Windows, utilize curl.exe e substitua /dev/null por NUL. Ao copiar um comando com várias linhas, adapte a sintaxe ao terminal utilizado ou execute o comando em uma única linha.
Para testar HTTP, use a porta 80 e uma URL iniciada por http://:
curl --resolve www.seudominio.com.br:80:170.82.173.30 \
-sS -D - -o /dev/null \
http://www.seudominio.com.br/
O teste HTTPS só será concluído com a validação do certificado se já houver um certificado válido para esse hostname na GoCache. Se ocorrer um erro de certificado, revise a configuração SSL/TLS antes de considerar o teste aprovado.
Se houver redirecionamento para outro hostname, como de www.seudominio.com.br para seudominio.com.br, esse outro endereço também precisa estar configurado e incluído no teste. Caso contrário, o acesso seguinte pode usar o DNS público e a infraestrutura atual.
Opção B: testar no navegador pelo arquivo hosts
O arquivo hosts permite associar localmente um hostname a um IP. Essa alteração afeta o computador em que foi feita; os demais visitantes continuam utilizando o DNS público.
No Linux ou macOS, edite o arquivo com permissão de administrador:
sudo nano /etc/hosts
No Windows, abra o Bloco de Notas como administrador e edite o arquivo:
C:\Windows\System32\drivers\etc\hosts
Adicione a linha:
170.82.173.30 www.seudominio.com.br
Salve o arquivo e acesse https://www.seudominio.com.br no navegador. Se necessário, limpe o cache de resolução local e reinicie o navegador.
O certificado para esse hostname também precisa estar válido na GoCache para o teste HTTPS no navegador. Uma alteração no hosts não realiza a validação pública necessária para emitir um certificado automático.
Verifique se o navegador está utilizando o IP definido para o teste. VPNs, proxies e mecanismos próprios de resolução podem interferir nesse comportamento. Uma consulta com dig ou nslookup consulta DNS e não confirma, por si só, a aplicação do arquivo hosts pelo navegador.
Remova a linha adicionada ao terminar. Caso contrário, esse computador continuará utilizando o IP fixado e não acompanhará normalmente as alterações do DNS público.
O que devo validar no site?
Teste os fluxos que representam o uso real da aplicação:
- Página inicial e páginas internas.
- Imagens, arquivos CSS, JavaScript e downloads.
- Login, logout, sessões, formulários e área administrativa.
- APIs e integrações utilizadas pela aplicação.
- Redirecionamentos e funcionamento de HTTPS.
- Regras de cache, verificando se conteúdo personalizado ou autenticado recebe o tratamento esperado.
Compare o comportamento com o ambiente atual. Verifique o código HTTP esperado para cada endereço e investigue diferenças, erros ou bloqueios antes da alteração pública.
Os testes locais reduzem o risco e ajudam a identificar problemas de configuração, mas não garantem ausência de falhas durante ou após a migração. Eles não reproduzem todos os caches DNS, redes, fluxos de aplicação ou a delegação pública do domínio.
4. Como fazer a migração por CNAME?
Passo 1: cadastre o domínio e os subdomínios
No painel da GoCache:
- Acesse Domínios > Adicionar novo domínio.
- Informe o domínio principal, como
seudominio.com.br. - Selecione a modalidade CNAME, mantendo os servidores DNS no provedor atual.
- Cadastre cada subdomínio que utilizará a CDN, como
www.seudominio.com.br. - Informe o IP ou hostname real da origem de cada subdomínio e conclua o cadastro.
Anote o destino CNAME fornecido pelo painel. Ele será utilizado no provedor DNS atual. Não confunda esse destino com o endereço da origem.
Passo 2: valide antes de mudar o apontamento
Realize os testes descritos na seção 3. Confira a origem, as regras da aplicação e a disponibilidade do certificado para os acessos HTTPS.
Passo 3: altere o registro no provedor DNS atual
No painel do provedor DNS, configure o registro do subdomínio com o destino informado pela GoCache.
Exemplo ilustrativo:
| Campo | Valor |
|---|---|
| Tipo | CNAME |
| Nome ou host | www ou www.seudominio.com.br, conforme o formato exigido pelo provedor |
| Destino ou valor | www.seudominio.com.br.cdn.gocache.net (substitua pelo valor exato apresentado no seu painel) |
| TTL | O valor preparado para a migração, conforme a disponibilidade do provedor |
Antes de salvar, confira os registros existentes para o mesmo nome. Se www já possui um registro A ou AAAA, será necessário substituir o apontamento para configurar o CNAME. Um CNAME convencional não pode coexistir com outros registros comuns no mesmo nome. Preserve os registros dos demais nomes e serviços.
Se o DNS estiver na Cloudflare, deixe o CNAME da GoCache como Somente DNS / DNS only, com a nuvem cinza, para esse cenário. Assim, o tráfego será direcionado para a GoCache sem adicionar o proxy da Cloudflare na frente da CDN.
No modo CNAME, utilize o hostname fornecido pela GoCache como destino. Os IPs apresentados para testes locais não substituem o CNAME indicado no painel.
Passo 4: acompanhe a atualização do DNS
Consulte o CNAME publicado:
dig www.seudominio.com.br CNAME +short
Quando o provedor retorna o CNAME sem aplicar flattening, o resultado deve mostrar o destino configurado. Em provedores que aplicam flattening, a consulta pode não exibir um CNAME; nesse caso, confira a configuração no painel e também consulte os endereços retornados:
dig www.seudominio.com.br A +short
dig www.seudominio.com.br AAAA +short
Você também pode utilizar o WhatsMyDNS para comparar respostas em diferentes localidades. Essa ferramenta apresenta uma amostra e não comprova a atualização de todos os resolvedores da internet.
Durante a atualização, alguns visitantes podem continuar utilizando o apontamento anterior até os caches expirarem. Mantenha a infraestrutura anterior funcionando nesse período.
Passo 5: confirme o acesso público
Remova eventuais entradas de teste no hosts e valide o site utilizando a resolução DNS normal. No terminal, execute o comando sem --resolve:
curl -sS -D - -o /dev/null https://www.seudominio.com.br/
Confira o certificado, os cabeçalhos e os principais fluxos da aplicação, conforme a seção 6.
5. Como fazer a migração por Name Servers (NS)?
Passo 1: cadastre o domínio no modo NS
No painel da GoCache:
- Acesse Domínios > Adicionar novo domínio.
- Informe o domínio principal, como
seudominio.com.br. - Selecione a opção de utilizar os servidores DNS da GoCache.
- Acesse a área de DNS do domínio para preparar os registros.
Não altere os servidores DNS no registrador nesta etapa. A GoCache deve estar pronta para responder pela zona antes de receber a delegação pública.
Passo 2: importe ou recrie os registros da zona
Importe a zona por um arquivo no formato BIND, conforme a opção de importação disponível no painel, ou cadastre os registros manualmente. A extensão .bind pode ser utilizada no fluxo de importação; o conteúdo também precisa estar no formato de zona DNS aceito pela ferramenta.
Compare o resultado com o backup do provedor anterior. Uma importação ou descoberta automática não dispensa a conferência de todos os registros, incluindo nomes, valores, prioridades e TTLs.
Os registros SOA e NS que identificam os servidores do provedor anterior na raiz da zona não devem substituir os registros de autoridade da GoCache. Preserve, porém, os registros NS de subdomínios que delegam subzonas a outros serviços, quando existirem.
Além dos registros DNS, confira configurações específicas do provedor anterior que não são transferidas por um arquivo BIND, como redirecionamentos HTTP e regras da CDN anterior. Recrie na plataforma apropriada o que for necessário para o funcionamento do site.
Passo 3: defina quais entradas utilizarão a CDN
Na GoCache, a nuvem da entrada indica se o tráfego web será encaminhado pela CDN:
- Nuvem ativada: a entrada utiliza a CDN para os serviços web compatíveis.
- Nuvem desativada: a entrada utiliza apenas o DNS da GoCache, mantendo o destino configurado.
Ative a CDN somente nos endereços web que devem passar pela GoCache. Mantenha entradas utilizadas por e-mail, SSH, FTP e outros serviços fora da CDN. A CDN web atende HTTP/HTTPS nas portas 80 e 443.
Para e-mail, confira tanto o registro MX quanto os registros A/AAAA dos hostnames usados pelos servidores de correio. Um hostname de e-mail configurado para passar pela CDN pode impedir o funcionamento desse serviço.
Passo 4: consulte diretamente os NS da GoCache
Antes de trocar os NS no registrador, consulte os servidores que servirão a zona. Os exemplos abaixo usam jet.ns.gocache.com.br e deck.ns.gocache.com.br; confira os nomes informados no seu painel.
Primeiro, consulte o SOA da zona em ambos:
dig @jet.ns.gocache.com.br seudominio.com.br SOA +norecurse
dig @deck.ns.gocache.com.br seudominio.com.br SOA +norecurse
O SOA identifica a zona e contém informações sobre sua administração. Para essa consulta, verifique se há uma resposta SOA, se o status é NOERROR e se as flags incluem aa, indicando uma resposta autoritativa.
Depois, consulte os registros utilizados pelos seus serviços. Exemplos:
dig @jet.ns.gocache.com.br www.seudominio.com.br A +norecurse
dig @deck.ns.gocache.com.br www.seudominio.com.br A +norecurse
dig @jet.ns.gocache.com.br seudominio.com.br MX +norecurse
dig @deck.ns.gocache.com.br seudominio.com.br MX +norecurse
dig @jet.ns.gocache.com.br seudominio.com.br TXT +norecurse
dig @deck.ns.gocache.com.br seudominio.com.br TXT +norecurse
Adapte o nome e o tipo ao registro que deseja validar. Consultar TXT na raiz, por exemplo, não verifica o DMARC em _dmarc.seudominio.com.br nem o DKIM em seletor._domainkey.seudominio.com.br; esses nomes devem ser consultados separadamente.
Confira se:
- Ambos os servidores respondem e apresentam registros coerentes com a configuração do painel.
- Os registros somente DNS mantêm os destinos e as prioridades esperados.
- As entradas com CDN ativada resolvem para a infraestrutura da GoCache, conforme a configuração.
- Não há
SERVFAIL,REFUSED, timeout ouNXDOMAINpara nomes que deveriam existir.
NOERROR sozinho não significa que o registro está correto. É necessário conferir o conteúdo da resposta; uma resposta sem registros do tipo consultado pode ser válida quando aquele tipo não existe.
Essas consultas testam diretamente os NS da GoCache, sem depender da delegação atual. Elas não validam o site HTTP/HTTPS e não comprovam que a futura delegação pública ou o DNSSEC estão corretos. Para o site, realize também os testes da seção 3.
Passo 5: altere os NS no registrador
Após conferir a zona e os testes, acesse o registrador do domínio e substitua os servidores DNS atuais pelos fornecidos pela GoCache:
jet.ns.gocache.com.br
deck.ns.gocache.com.br
Salve e confirme a mudança conforme o procedimento do registrador.
A alteração deve ser feita no cadastro dos servidores DNS do domínio. Apenas criar registros NS na zona do provedor anterior não substitui a delegação mantida pelo registrador.
Passo 6: acompanhe a delegação e valide os serviços
Consulte os NS vistos pelo resolvedor da sua rede:
dig seudominio.com.br NS +short
Para comparar respostas de outros resolvedores, você pode executar:
dig @1.1.1.1 seudominio.com.br NS +short
dig @8.8.8.8 seudominio.com.br NS +short
A documentação da GoCache orienta considerar até 72 horas para a atualização completa de NS. Muitas redes percebem a mudança antes; o prazo efetivo depende da publicação do registrador e dos caches existentes. Esse período deve ser acompanhado por verificações, sem tratar o tempo decorrido como prova de que tudo está correto.
Durante a transição, alguns resolvedores podem consultar os servidores antigos e outros, os novos. Mantenha a zona anterior disponível e preserve os registros necessários nos dois ambientes até confirmar a estabilidade.
Após a alteração, valide sites, APIs, e-mail e os demais serviços utilizando a resolução pública, sem os direcionamentos locais de teste.
6. O que devo conferir depois da migração?
DNS e serviços
Confirme que os nomes estão resolvendo como previsto. Na migração por NS, teste também envio e recebimento de e-mail e as integrações vinculadas aos registros da zona.
Se houver um problema, compare a resposta pública com a consulta direta aos NS e com os registros do painel. Essa comparação ajuda a identificar diferenças de cache, delegação ou configuração.
HTTPS
Verifique se o certificado apresentado ao visitante é válido, está dentro do prazo e cobre todos os hostnames utilizados. Confira também redirecionamentos e recursos da página que possam estar sendo carregados por HTTP.
Cabeçalhos e comportamento de cache
Faça uma requisição ao site:
curl -sS -D - -o /dev/null https://www.seudominio.com.br/
Procure o cabeçalho X-GoCache-CacheStatus, que também pode aparecer em letras minúsculas. Nomes de cabeçalhos HTTP não diferenciam maiúsculas de minúsculas, mas a grafia documentada não contém um hífen entre Cache e Status.
| Valor | Como interpretar |
|---|---|
HIT | O conteúdo foi entregue a partir do cache. |
MISS | O conteúdo não estava disponível no cache para aquela requisição. |
BYPASS | A requisição foi atendida sem utilizar o cache, conforme o tratamento aplicado. |
EXPIRED | A entrada encontrada no cache estava expirada. |
Nem toda resposta precisa apresentar HIT. Páginas dinâmicas, sessões autenticadas e regras específicas podem resultar em BYPASS ou outros estados esperados. A presença de um header de cache ajuda a verificar o tratamento da requisição, mas não substitui os testes da aplicação.
O comando acima faz uma requisição GET. Você também pode usar curl -I, que envia uma requisição HEAD para consultar os cabeçalhos; algumas aplicações tratam HEAD de maneira diferente de GET.
Aplicação
Repita os principais fluxos testados antes da migração, acompanhe erros e confirme se as regras de segurança e cache estão adequadas ao funcionamento do site.
7. Como reverter a migração, se necessário?
Mantenha o backup dos apontamentos e os serviços anteriores disponíveis durante a transição.
- CNAME: restaure, no provedor DNS atual, os registros anteriores dos subdomínios alterados.
- NS: restaure, no registrador, os servidores DNS anteriores. A zona antiga precisa continuar disponível e conter os registros necessários.
A reversão também depende de publicação e expiração de caches, portanto não é imediata para todos os visitantes. Em domínios com DNSSEC, coordene a reversão com a configuração de DS e assinaturas.
Evite alternar repetidamente entre configurações enquanto investiga uma falha. Registre o horário e os valores de cada alteração para facilitar a análise.
8. Dúvidas frequentes
Preciso transferir meu domínio ou mudar a hospedagem?
Não. Essas modalidades alteram o apontamento de tráfego ou o gerenciamento DNS. O registro do domínio e a hospedagem podem continuar nos provedores atuais.
Escolher CNAME ou NS muda a performance da CDN?
A documentação da GoCache informa que não há diferença de performance da CDN entre esses modos. Escolha a modalidade conforme o escopo dos endereços que utilizarão a CDN e onde você deseja administrar o DNS.
Ao trocar os NS, meu e-mail também passará pela CDN?
Os registros do e-mail passarão a ser administrados no DNS da GoCache, mas o tráfego de e-mail deve continuar seguindo para o provedor de correio. Preserve MX, SPF, DKIM, DMARC e os endereços necessários; mantenha os hostnames de e-mail fora da CDN web.
O site abrir no teste local significa que a migração está concluída?
Não. O teste local valida o caminho que você forçou no seu computador. A migração precisa ser confirmada usando o DNS público, verificando também o HTTPS e os demais serviços envolvidos.
Posso excluir a configuração no provedor anterior assim que salvar a mudança?
Aguarde a expiração dos caches relevantes e a confirmação de estabilidade. Alguns resolvedores ainda podem utilizar a configuração anterior, e mantê-la disponível permite uma reversão caso seja necessária.
Caso precise de algum apoio adicional do suporte, para facilitar a análise, informe o domínio, a modalidade utilizada, o horário da alteração, o comportamento esperado e o erro observado. Se possível, envie as saídas de dig e curl e capturas da configuração, omitindo senhas, tokens e chaves privadas. O time técnico da GoCache está disponível para ajudar! 🖤